10 de out de 2012

Estrutura dos Tecidos



Todos os tecidos de tear são produzidos pelo entrelaçamento de dois tipos de fios: os da teia (dispostos no sentido do comprimento) e os da trama (no sentido da largura). Os fios da teia são dispostos, perpendicularmente, aos da trama. A estrutura do tecido pode ser modificada, alterando o padrão de entrecruzamento da teia e da trama. Existem três tipos fundamentais de estruturas: tafetá, sarja e cetim, sendo o restante, em sua maioria, variantes desses três tipos, com exceção da estrutura Jacquard.



Devido à sua estrutura ou ao seu acabamento, os tecidos mais finos e delicados exigem cuidados especiais. O conhecimento de suas características é importante para determinar o modelo, o tipo de acabamento e os equipamentos e utensílios adequados.

Conhecer as principais estruturas dos tecidos é de grande utilidade, para que você saiba identificá-lo, mesmo quando não haja nenhuma informação específica na etiqueta de fábrica. Os nomes, dados aos tecidos, variam muito de fabricante para fabricante. Saber qual sua estrutura determinará a opção de sua utilização, o seu manuseio e os tipos de acabamentos possíveis para a confecção.


Estrutura tafetá: é a estrutura mais simples, onde os fios da trama passam, alternadamente, sobre e sob os fios da teia. A tenacidade varia, em função da resistência dos fios e da compacidade da sua estrutura. Exemplos: tafetá, musselina, voile, percal.

Estrutura sarja: é uma das estruturas fundamentais, em que o fio da trama passa, no mínimo, sobre dois fios da teia e, no máximo, sobre quatro. Em cada nova passagem, a trama avança uma unidade para a direita ou para a esquerda, formando uma estria, em diagonal.  Exemplos: sarja, gabardine, danine.

Estrutura cetim: cada fio da teia passa sobre quatro a oito fios da trama, numa disposição em ziguezag. Exemplos: cetim, peau de soie, sablé.

Estrutura jacquard: é conseguida por meio de uma mecânica Jacquard, que controla, separadamente, os fios da teia e da trama, de modo a formar desenhos elaborados na superfície do tecido. Exemplos: damasco, brocado, tecidos para decoração.

Estrutura com pêlo: obtém-se acrescentando um fio de trama a uma estrutura de tafetá ou sarja. Este fio surge, então, no meio do tecido, sob a forma de laçadas, que podem ser cortadas ou aparadas. Exemplos: veludo, pelúcia, imitação de peles.

Estrutura de brocado: nesta estrutura, um fio da trama forma um desenho sobre a superfície da estrutura de base. Este fio segue pelo avesso, de um desenho para o outro, sendo cortado no final da tecelagem. Exemplo: cambraia suíça.

Enredamento: esta estrutura forma nós nos pontos em que os fios se interceptam, resultando uma teia. É encontrada nas rendas em geral. Exemplos: tule, filó, parte em rede das rendas.

Estrutura cesto: variante da estrutura tafetá. Nela, cruzam-se fios duplos ou múltiplos, os quais são colocados lado a lado, sem que sejam submetidos à torção. É uma estrutura menos firme e menos durável do que a estrutura tafetá.

Estrutura Gaze: nesta estrutura, os fios da teia alternam-se na sua posição, tomando a forma de um “oito”, em torno dos fios da trama.
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